Crónicas do Quotidiano

Subida ao Monte

Tocando as franjas do perpétuo nevoeiro, dois pináculos erguem-se como braços alvos de uma cidade suplicante. A escadaria preenche-se com o vagar de preces contínuas, entregues a uma maternidade omnipresente nos sussurros exalados pela esperança de outro tempo. O sagrado recinto deixa-se invadir pela profanidade… Ler | Read »Subida ao Monte

Miradouro das Cruzes

O neto segue titubeante pela mão firme de Eulália. A herança possível faz-se em curtos incentivos de voz doce, naquela gramática de afectos que todos as crianças reconhecem como porto seguro. Nesse trajecto com destino certo, preso à certeza de uma rotina, destilavam-se os vazios… Ler | Read »Miradouro das Cruzes

Rua dos Tanoeiros

Em contraponto ao reboliço descendente da rua maior, ali mesmo ao lado, a calçada polida cede ao eco em obediência à escala universal da rigidez das solas. Sob o varandim esverdeado e gasto uma mulher semeia o troco nas profundezas insondáveis do seu pequeno porta-moedas,… Ler | Read »Rua dos Tanoeiros